Showing posts with label VOA. Show all posts
Showing posts with label VOA. Show all posts

Thursday, March 15, 2007

Luanda e Kinshasa esclarecem 'conflito' fronteiriço


As diplomacias de Angola e da RDC já ultrapassaram o problema fronteiriço criado à volta de uma localidade situada na região das vizinhas províncias da Lunda norte, angolana, e Bandundu, congolesa.


Trata-se da localidade de Sancanjinda, conhecida actualmente por Saiguanda, em torno da qual surgiram informações desencontradas, com acusações provenientes da RDC segundo as quais Angola estaria a violar o traçado da fronteira comum herdada da colonização.
Pelos vistos o assunto tomou tais proporções que os dois presidentes orientaram os seus executivos, quer a nível local como central, para rapidamente esclarecerem a situação, o que foi prontamente executado, a traduzir a nova fase do relacionamento político entre Luanda e Kinshasa após a queda de Mobutu Sesse Seko.
Depois das concertações realizadas no principio deste mês ao nível dos responsáveis provinciais da Lunda-Norte e de Bandundu, teve lugar esta semana em Kinshasa uma reunião dos chefes das diplomacias dos dois países.
Respeito pelas fronteiras
No encontro, que teve por base as conclusões a que chegaram os peritos dos dois países Angola e a RDC reafirmaram o engajamento na intangibilidade das fronteiras comuns herdadas da colonização.
Na reunião João Miranda, o chefe da diplomacia angolana, refutou as acusações de ocupação do território congolês considerando-as sem fundamento tendo reiterado que a policia angolana não atravessou a fronteira congolesa.
O ministro João Miranda reiterou a vontade do governo de continuar a trabalhar no sentido do reforço dos laços de amizade, fraternidade e de boa vizinhança entre Angola e a RDC.
O ministro de estado congolês encarregue dos negócios estrangeiros e da cooperação internacional, Antipas Bussa Niauissi, que encabeçou a delegação congolesa sublinhou a qualidade e a constância das relações de amizade e cooperação reforçadas até por laços de consaguinidade entre os dois países.
Políticos "mal intencionados"
As duas delegações confrontaram as informações técnicas recolhidas no terreno tais como reportadas pelos respectivos peritos, tendo concluído que não houve qualquer alteração na fronteira comum.
Já em Luanda João Miranda atribuiu as informações sobre a suposta violação do território congolês a políticos congoleses mal intencionados que deste modo tiveram um comportamento inamistoso para com Angola.
O ministro angolano das relações exteriores considerou que tudo afinal não passou de um mal entendido provocado por acusações de políticos congoleses que agiram de má fé.

Thursday, March 1, 2007

AFRICA


O Cessar Fogo Provisório Expira Hoje

O prazo limite para que o governo ugandês e o grupo rebelde do Norte do país renovem o cessar-fogo provisório que expira hoje.

Ambos os lados, acusam-se mutuamente de se recusarem a retomar as conversações de paz, das quais deveria sair um acordo de paz permanente.

O governo ugandês e o Exército de Libertação do Senhor deveriam ter revisto o acordo de cessação das hostilidades que assinaram no ano passado, na esperança de que dessas conversações saísse um acordo de paz permanente.

Mas, as conversações, que foram iniciadas na cidade de Juba, no Sul do país, em Julho do ano passado, estiveram sempre em risco de fracassar o que, eventualmente, veio a acontecer.

Não é claro o que irá acontecer ao acordo ou às conversações de paz depois desta quarta-feira, o prazo limite para ambas as partes o renovarem.

O porta-voz dos rebeldes, Obonyo Olweny, descreveu a situação aos microfones da VOA.

“O cessar-fogo, o acordo sobre a cessação das hostilidades, continua válido. Por isso, as duas forças, as do exército ugandês e as dos rebeldes estão ainda obrigados a respeitar a cessação das hostilidades. Mas, então, temos de continuar a pressionar no sentido das conversações serem retomadas”.

Mas noticias postas a circular citam um destacado elemento dos rebeldes afirmando que o seu grupo não irá renovar o acordo de cessar-fogo.

O conselheiro presidencial, John Nagenda acusa os rebeldes de não quererem voltar tão cedo à mesa das conversações, adiantando que se estes não o fizerem as conversações estarão dadas por terminadas, o mesmo acontecendo ao cessar-fogo.

“A razão porque há um cessar-fogo é porque as conversações se estavam a desenrolar. Se os rebeldes abandonarem o processo, como é que poderemos esperar que o cessar-fogo continue”.

Tanto o Exército de Resistência do Senhor como o governo ugandês estão perante um impasse no que toca às conversações.

Os rebeldes acusam os negociadores de serem parciais e dizem estar na disposição de manter conversações no Quénia, na África do Sul ou em qualquer outro local que não seja a cidade de Juba, no Uganda, enquanto o governo insiste que Juba é o local onde as negociações deverão ter lugar.